Silêncio e impunidade: denúncia de assédio sexual dentro do Sindvig-PB expõe omissão da presidência
Vigilante feminina acusa o tesoureiro Acácio Cavalcante do sindicato de assédio dentro da sede da entidade; áudios revelam constrangimentos e omissão do presidente Roosevelt Batista diante da gravidade do caso

Por Redação | NO COMBATE
Uma grave denúncia de assédio sexual dentro do Sindicato dos Vigilantes do Estado da Paraíba (Sindvig-PB) vem abalando a categoria e expondo a omissão do atual presidente, Roosevelt Batista. Áudios que circulam nas redes sociais mostram uma vigilante relatando ter sido assediada pelo tesoureiro-geral da entidade, Acácio Cavalcante, dentro da própria sede do sindicato.
Os áudios se espalharam por grupos de WhatsApp e despertaram indignação entre trabalhadores e trabalhadoras da segurança privada, que cobram providências imediatas da direção do Sindvig-PB.
No conteúdo das gravações, uma voz masculina, identificada como “Fábio”, tenta convencer a vítima a não citar o nome do tesoureiro, afirmando que o caso “daria um bololô grande”. A vigilante, porém, reage com firmeza:
“Eu não tenho nada a esconder, porque nunca tive nada com Acácio, nem com você, nem com ninguém. Agora, se ele tirar onda pra minha cara, eu vou mostrar o áudio que eu tenho dele me assediando, lá na sala dele, dizendo que queria ver minha calcinha, dizendo que o sonho dele era almoçar comigo e depois sair comigo.”
A mulher relata ainda que havia uma testemunha presente no momento do assédio: “Quem estava lá vendo tudinho era Luiz. Agora, se Luiz quer assumir, é outra coisa, mas que ele estava lá escutando, estava.”
Em outro trecho do áudio, o próprio interlocutor dirige frases de cunho sexual à mulher: “Vai, entra na minha frente, me abraça, me cheire, que eu fico molinho.”
As falas, de teor explícito, reforçam o clima de constrangimento e intimidação vivido pela denunciante.
Repercussão e cobrança por providências
Nas redes sociais, vigilantes demonstraram revolta com o silêncio da direção do sindicato. Uma trabalhadora escreveu:
“Diante de uma denúncia séria dessa, o presidente Roosevelt Batista não tomou nenhuma providência.”
Outra completou:
“É inacreditável ver esse tipo de comportamento e o atual presidente não fazer nada. Isso prova que ele defende esse tipo de assédio por ficar calado diante da denúncia dentro do sindicato que ele preside.”
O que dizem as leis e os movimentos
Casos de assédio sexual configuram crime e devem ser denunciados formalmente às autoridades. Especialistas e movimentos feministas reforçam que a vítima deve documentar as provas, buscar apoio e nunca se culpar, pois o assédio é uma violação de direitos, jamais uma falha da vítima.
No âmbito legal, a Lei nº 14.540/2023 criou o Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual e à Violência Sexual na administração pública, enquanto a Lei nº 14.457/2022 obriga empresas privadas a adotarem medidas de prevenção e canais de denúncia.
Posição do NO COMBATE
O coletivo NO COMBATE reafirma seu compromisso com a defesa das mulheres e o combate a qualquer forma de assédio, discriminação ou violência, e cobra ações imediatas do Ministério Público para investigar o caso.
“Solicitamos que o Ministério Público tome providências diante dessa séria denúncia de uma mulher que, em conversa gravada, foi orientada a silenciar sobre o caso. É inadmissível que o presidente do Sindvig-PB permaneça sem tomar atitudes diante de algo tão grave ocorrido dentro da instituição que ele comanda.”
Ouça na íntegra o áudio que circula em grupos de WhatsApp e redes sociais.
Até o fechamento desta matéria, o presidente Roosevelt Batista, o tesoureiro Acácio Cavalcante e a direção do Sindvig-PB não se pronunciaram oficialmente sobre as acusações. O espaço segue aberto para manifestação ou esclarecimentos.

Isso é um Absurdo que está acontecendo dentro do sindicato isso é uma imoralidade o está acontecendo dentro da casa do vigilante do estado da paraíba onde anda o Presidente Roosevelt que não toma as providências cabíveis o senhor está aí para que Presidente Roosevelt. Isso é vergonhoso pra categoria de vigilantes e principalmente para esse dos direitores Fábio Joaquim e o senhor Acácio Cavalcante
Não sou filiado ao sindicato dos vigilantes em empresas privadas. Mas, o que tá rolando em toda imprensa local e nacional é essa matéria de assédio a uma vigilante feminina dentro da sede do sindicato dos vigilantes privados da Paraiba. Segundo, toda imprensa e redes sociais. Tem que ser apurado e se de fato ocorreu. É muito grave.
Gente, isso é um absurdo, ministério público precisa investigar esse caso. Vamos todas denunciar esse cara e esse presidente que não tomou atitude, um covarde!
Pense num tipo de denúncia que me tira do sério, desse cara safado, dentro da própria instituição praticar esse tipo de crime, tem que denunciar urgente!
Que absurdo você ter que ir a um sindicato tentar resolver alguma situação da categoria e de repente se ver vítima de uma assédio. Tem que acionar urgente o Ministério publico pra investigar esse safado junto ao presidente que não teve coragem de tomar atitude
Sou vigilante mulher e estou indignada com essa matéria, tem que denunciar o acusado e também a atual gestão que não teve a dignidade de abrir uma investigação no conselho de ética do sindicado contar essa tal de Acácio. Nojo desse tipo de gente. Cadê o ministério público pra investigar esse nojento?