Proprietários de portais de notícias da Paraíba reclamam de atrasos nos pagamentos de campanhas publicitárias do Governo do Estado
Empresários afirmam que a demora das agências em enviar documentação à Secom tem causado atrasos nos repasses e dificuldades financeiras para os portais.
Circulam em grupos de WhatsApp formados por proprietários de portais de notícias da Paraíba diversas mensagens de insatisfação com os constantes atrasos nos pagamentos das agências responsáveis pela administração das publicidades oficiais do Governo do Estado em Portais de Notícias.
Segundo relatos, os atrasos envolvem especialmente os repasses referentes às campanhas veiculadas em formatos de banners nos sites de notícias. Empresários do setor afirmam que as agências encarregadas da intermediação entre os portais e a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom) frequentemente demoram a enviar as documentações exigidas para a liberação dos pagamentos.
“Cada processo precisa de uma média de quinze documentos, entre certidões e declarações. Mesmo quando enviamos tudo corretamente e dentro do prazo, os pagamentos demoram a sair porque as agências alegam acúmulo de trabalho. Dizem que são muitos portais para atender e pedem paciência”, relatou um dos proprietários, que preferiu não se identificar.
Outro empresário afirmou que há casos de empresas recebendo com mais de dois meses de atraso. “Nós emitimos as notas, pagamos os impostos e ficamos sem saber quando vamos receber. Alguns de nós sobrevivemos exclusivamente dessa renda. Essa situação é insustentável”, desabafou.
Os donos de portais defendem que, se o volume de processos é grande, as agências deveriam ampliar o quadro de funcionários para dar conta da demanda. Além disso, cobram maior transparência e a criação de prazos contratuais definidos para a tramitação dos processos de pagamento.
“Essa denúncia não é contra o Governo, mas um alerta para que as agências não sobrecarreguem seus trabalhadores e cumpram com seus compromissos com os portais que prestam serviço. O que pedimos é apenas respeito e previsibilidade”, concluiu um dos participantes do grupo.
